Jornal da Unicamp https://jornal.unicamp.br/ Tue, 27 Jan 2026 16:54:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://jornal.unicamp.br/wp-content/uploads/sites/32/2024/03/cropped-logo_unicamp_512-32x32.png Jornal da Unicamp https://jornal.unicamp.br/ 32 32 Microesferas com cascas de jabuticaba e pequi aumentam a estabilidade de probióticos https://jornal.unicamp.br/noticias/2026/01/27/microesferas-com-cascas-de-jabuticaba-e-pequi-aumentam-a-estabilidade-de-probioticos/ Tue, 27 Jan 2026 16:54:40 +0000 https://jornal.unicamp.br/?p=55137 Disponível para licenciamento, tecnologia amplia a resistência desses micro-organismos em produtos vegetais e à base de frutas

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Probióticos auxiliam o equilíbrio da microbiota intestinal, fortalecem o sistema imunológico e melhoram a digestão.No entanto, incorporá-los a alimentos não lácteos ainda é um desafio para a indústria, pois esses micro-organismos são sensíveis a variações de acidez, temperatura e teor de açúcar.

Para contornar essas limitações, pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos  (FEA) da Unicamp desenvolveram microesferas que encapsulam probióticos, criando uma camada de proteção que viabiliza seu uso em produtos vegetais e à base de frutas. Essas microesferas funcionam como veículos  que mantêm os micro-organismos vivos por mais tempo, mesmo sob condições mais adversas. A tecnologia corresponde a um Certificado de Adição (CA) de patente anterior, criada também na FEA-Unicamp.

“Na primeira versão, desenvolvemos cápsulas com alginato de cálcio – um polímero natural extraído de algas – e casca de jabuticaba em pó. O uso dessa fruta, além de conferir cor natural, aumentou a estabilidade dos probióticos, permitindo que sobrevivessem em alimentos mais ácidos, como uma geleia”, explica o professor Juliano Lemos Bicas, docente da FEA-Unicamp e um dos inventores da tecnologia.

Tecnologia incorpora óleo de pequi à matriz composta por alginato de cálcio e casca de jabuticaba
Tecnologia incorpora óleo de pequi à matriz composta por alginato de cálcio e casca de jabuticaba

O novo processo aprimora essa técnica ao combinar diferentes métodos de encapsulação e incorporaro óleo de pequi à matriz composta por alginato de cálcio e casca de jabuticaba. Essa combinação formou camadas adicionais de proteção, criando emulsões duplas capazes de preservar os micro-organismos mesmo em condições mais adversas.

“Habitualmente aplicados em produtos lácteos, por conta do pH pouco ácido, os probióticos foram testados em ambientes extremos — com alta acidez e concentração de açúcar — e permaneceram viáveis”, detalha Bicas.

Os resultados apontam para uma maior resistência dos micro-organismos encapsulados frente a acidez, pressão osmótica e tratamentos térmicos rápidos.

“Esses dados mostram que a tecnologia pode ser aplicada em sucos, polpas, geleias e bebidas vegetais — alimentos nos quais, até então, os probióticos não sobreviviam por muito tempo”, ressalta o docente.

Ingredientes brasileiros

A tecnologia, desenvolvida em parceria com os pesquisadores Marina Felix Cedran e Fábio Júnior Rodrigues, ambos doutores em Ciência de Alimentos pela FEA-Unicamp, prioriza ouso de ingredientes nativos e oaproveitamento sustentável de subprodutos da agroindústria.

“A combinação de jabuticaba e pequi não só apresenta melhor desempenho como também valoriza a biodiversidade brasileira”, destaca Bicas.

Ricos em compostos bioativos, essas matérias-primas foram incorporadas à formulação como agentes de proteção e reforço nutricional. “Os resultados indicam que subprodutos e resíduos agroindustriais, por exemplo, que muitas vezes vão para compostagem ou alimentação animal, podem ter um uso mais nobre, trazendo benefícios reais à saúde humana”, afirma o pesquisador.

Microesferas encapsulam probióticos e criam camada reforçada de proteção
Microesferas encapsulam probióticos e criam camada reforçada de proteção

Avanço tecnológico

O próximo passo é ampliar a escala e validar a viabilidade industrial. O grupo já realizou testes em escala piloto, com apoio de parceiros industriais, utilizando uma tecnologia análoga (mas não idêntica à atual), o que ajuda a orientar os próximos passos para difundir a invenção até níveis mais altos de maturidade tecnológica.

A invenção foi patenteada com apoio da Agência de Inovação Inova Unicamp. Para o pesquisador, esse suporte é essencial para conectar a pesquisa à aplicação prática.

“A Inova tem uma estrutura muito organizada, que nos orienta desde a proteção intelectual até a interface com empresas. É o que garante que nossas pesquisas cheguem ao mercado”, avalia o pesquisador.

A tecnologia contribui para os Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 – Saúde e Bem-Estar ao oferecer alternativas alimentares mais inclusivas e promover o aproveitamento sustentável de resíduos vegetais.

Matéria publicada originalmente no site da Inova Unicamp.

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Estudantes da Fecfau elaboram plano de melhorias para o Residencial Jardim Bassoli, em Campinas https://jornal.unicamp.br/noticias/2026/01/26/alunos-da-fecfau-apresentam-plano-de-bairro-para-o-residencial-jardim-bassoli/ Mon, 26 Jan 2026 16:45:11 +0000 https://jornal.unicamp.br/?p=55075 Projeto de extensão pretende ouvir cerca de 1.500 crianças para elaborar documento colaborativo

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Estudantes da Fecfau elaboram plano de melhorias

para o Residencial Jardim Bassoli, em Campinas

Projeto foi desenvolvido a partir das demandas da comunidade, em especial das crianças

Estudantes e docentes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unicamp (Fecfau) apresentaram, aos moradores do conjunto habitacional Jardim Bassoli, na região oeste de Campinas, e a representantes do poder público municipal, ideias de melhorias para os espaços comuns e condomínios. O trabalho é resultado de uma ação de extensão, iniciada no primeiro semestre de 2025, em parceria com o Grupo Institucional do Poder Público (GIPP) do Jardim Bassoli, e foi desenvolvido a partir das demandas da comunidade, em especial das crianças.

A professora da Fecfau Fabricia Zulin: projeto piloto para criação de metodologia
A professora da Fecfau Fabricia Zulin: projeto piloto para criação de metodologia

A reunião ocorreu no Condomínio R, um dos 19 condomínios residenciais do bairro, em novembro. A expectativa é que a iniciativa sirva como um projeto piloto para a criação de uma metodologia replicável em outros territórios, com foco na ocupação mais sustentável dos espaços. “Essa foi uma primeira aproximação, porque pretendemos fazer um trabalho contínuo, de modo a colaborar e apoiar a governança [municipal]”, explicou a professora da Fecfau Fabricia Zulin.

Os projetos foram desenvolvidos por alunos da disciplina AU144 – Arquitetura de Interesse Social– ministrada pelas professoras Zulin e Silvia Mikami –, que conta com um vetor extensionista e já tem um longo histórico de trabalho com outras comunidades. Além disso, três alunas estão desenvolvendo seus projetos de Trabalho Final de Graduação (TFG), com base no Jardim Bassoli.

A disciplina uniu a proposta de pensar a expansão do bairro para uma nova área adjacente, ainda não urbanizada, com outra voltada para melhorias nos espaços públicos do atual Residencial Jardim Bassoli e nas áreas coletivas dos condomínios, a partir de um diagnóstico de campo.

Algumas das soluções das cinco equipes incluíam, por exemplo, áreas específicas para comércios, espaços de lazer e convivência e melhorias nas rotas até as escolas. A conexão do local com outros bairros seria solucionada por meio de uma passarela de ligação, e os estudantes projetaram uma nova sede do Projeto Gente Nova (Progen) – organização da sociedade civil que desenvolve trabalhos de convivência e fortalecimento de vínculos com crianças, adolescentes e adultos no Jardim Bassoli há quase 12 anos.

Dentro dos condomínios, pensou-se na criação de pequenos depósitos, pintura dos prédios, espaço para oficinas e reformas pontuais. “O trabalho se encaixa com o que está sendo discutido nas reuniões do GIPP e nas oficinas com as crianças”, reiterou a docente.

Para o aluno Isaac Silva, a disciplina descortinou uma nova visão da arquitetura e dos desafios de lidar com questões sociais complexas, a exemplo do grande número de moradores no conjunto habitacional – cerca de 7.500 – e da criminalidade presente no cotidiano da comunidade. “Ter essa noção, dentro da habitação social, é muito importante para nossa formação como arquitetos e urbanistas.”

Estudantes apresentam os projetos para representação do bairro; algumas das soluções das cinco equipes incluíam áreas específicas para comércios, espaços de lazer e convivência e melhorias nas rotas até as escolas
Estudantes apresentam os projetos para representação do bairro; algumas das soluções das cinco equipes incluíam áreas específicas para comércios, espaços de lazer e convivência e melhorias nas rotas até as escolas

Silva destacou o projeto do parque de lazer infantil, que contemplou medidas para lidar com o problema de saneamento, utilizando áreas verdes. “Conseguimos solucionar isso de uma forma legal com fitorremediação, plantas que eles podem plantar, além das hortas, que já são uma atividade comum aqui.”

Visibilidade

Elisângela da Costa é síndica do Condomínio R e se engaja nos assuntos da comunidade. Ela acompanha o projeto da Unicamp desde o início e conta que, quando os moradores se mudaram para o bairro (a partir de 2012), não havia serviços como posto de saúde, escola e creche. Apesar de algumas melhorias, “tem muita coisa que precisa ser adaptada ainda, porque o bairro não tem uma escola própria [somente creche]; o Cras [Centro de Referência de Assistência Social] foi colocado lá no Parque Floresta [bairro próximo] e fica longe para irmos. Também estamos lutando por um ecoponto.”

Para a assistente social e coordenadora do Progen, Rita Gonçalves, os projetos apresentados pela Unicamp reconhecem as demandas locais e a necessidade de políticas públicas para garantir o acesso a direitos. “Ainda que [o bairro] esteja em Campinas, está em um território muito distante. A Unicamp estar aqui traz visibilidade para essa comunidade que tem suas vulnerabilidades, mas também é potente. Envolver e ouvir a população constrói cidadania.”

Conforme Conceição Pires, servidora da secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de Campinas, o GIPP do Jardim Bassoli – que foi instituído em 2024 e conta com representantes de diferentes secretarias municipais – é um caminho para construção dessas políticas públicas. “Não há solução pronta, esses espaços estão abrindo condições para um trabalho conjunto na construção de um plano de bairro, e a Unicamp pode colaborar nesse sentido.”

À esquerda, Elisângela da Costa, síndica do Condomínio R; A assistente social e coordenadora do Progen, Rita Gonçalves (à direita): reconhecimento das demandas locais
À esquerda, Elisângela da Costa, síndica do Condomínio R; A assistente social e coordenadora do Progen, Rita Gonçalves (à direita): reconhecimento das demandas locais

Olhar infantil

A interação com a comunidade aconteceu em diferentes momentos. Durante atividade do programa estadual “Viva o leite”, por exemplo, a turma aplicou um questionário e entrevistou mães. Em outras duas visitas, em abril e em junho, foram realizadas oficinas utilizando uma metodologia participativa de projeto de bairro com e para crianças e adolescentes, desenvolvida pela professora Matluba Khan, da Cardiff University (Reino Unido).

Na ocasião, devido a um convênio com a Unicamp, Khan estava em Campinas, com articulação do professor da Fecfau Sidney Bernardini. A professora treinou os alunos para a aplicação da metodologia e participou das oficinas no Jardim Bassoli, realizadas com aproximadamente 50 jovens de 7 a 14 anos.

Aplicação da metodologia em oficinas organizadas com aproximadamente 50 jovens de 7 a 14 anos
Aplicação da metodologia em oficinas organizadas com aproximadamente 50 jovens de 7 a 14 anos

Estudante da disciplina, Raíssa Demattê relatou que aprendeu a olhar para o planejamento urbano a partir da perspectiva e das escalas infantis, com atenção para demandas como bebedouros nas quadras, espaços de convivência, escolas, banheiros, pomares e outras. “Tudo isso faz parte de um planejamento que contempla todos os que convivem na comunidade. As crianças têm muito a acrescentar com esse olhar da rua em uma ‘altura menor.’”

“É impressionante como se interessam em mostrar seu cotidiano. Muitas vezes, essa visão é ignorada, então essa metodologia mostra a potência dessa percepção sobre os espaços”, ressaltou Zulin.

Nas oficinas, as crianças demarcaram em mapas áreas de que gostam e de que não gostam, fotografaram espaços do bairro durante uma caminhada e criaram maquetes e desenhos para simbolizar o bairro que desejam para o futuro. Depois, votaram as propostas que consideravam prioritárias a curto, médio e longo prazos. Em curto prazo, priorizaram a melhoria do parquinho ao lado do Progen, o fornecimento de água para todos (devido a problemas com as caixas d’águas de alguns condomínios) e o conserto das escadas de prédios, que apresentam problemas estruturais.

Nas oficinas, as crianças demarcaram em mapas áreas de que gostam e de que não gostam, fotografaram espaços do bairro e criaram maquetes e desenhos
Nas oficinas, as crianças demarcaram em mapas áreas de que gostam e de que não gostam, fotografaram espaços do bairro e criaram maquetes e desenhos

Continuidade

A partir dessa primeira experiência com a metodologia proposta por Khan, Zulin conta que a ideia é expandir esse projeto para incluir todas as crianças matriculadas nas escolas públicas no entorno do Jardim Bassoli – cerca de 1.500 jovens de 6 a 14 anos.

A proposta foi contemplada pelo edital da Pró-reitora de Pesquisa (PRP) “Mais Mulheres na Pesquisa” e prevê o fortalecimento da cooperação internacional entre a Unicamp e a Cardiff University, adaptando a metodologia ao contexto brasileiro.

Por meio da escuta das crianças, a partir de 2026, espera-se consolidar um Plano de Bairro preliminar colaborativo e autogerido. “Queremos criar uma plataforma em que seja possível a manutenção desse plano de forma que os moradores possam interagir, atualizar e aprimorar”, informou Zulin.

Foto de capa:

Projeto foi desenvolvido a partir das demandas da comunidade, em especial das crianças
Projeto foi desenvolvido a partir das demandas da comunidade, em especial das crianças

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AEL e Me Too Brasil assinam convênio para tratamento do maior acervo de lutas feministas da América Latina https://jornal.unicamp.br/noticias/2026/01/19/arquivo-edgard-leuenroth-e-me-too-brasil-assinam-convenio-para-tratamento-do-maior-acervo-de-lutas-feministas-da-america-latina/ Mon, 19 Jan 2026 20:35:29 +0000 https://jornal.unicamp.br/?p=55026 Coleção do Centro de Informação Mulher, doada para o AEL, reúne cartazes, vídeos e grande volume de documentos  

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AEL e Me Too Brasil assinam convênio para tratamento do maior acervo de lutas feministas da América Latina

Coleção do Centro de Informação Mulher reúne cartazes, vídeos e grande volume de documentos  

O Arquivo Edgard Leuenroth (AEL), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, e a ONG Me Too Brasil assinaram um convênio para acelerar o tratamento do acervo do Centro de Informação Mulher (CIM), considerado o maior conjunto documental da América Latina dedicado às lutas feministas, doado à Universidade em 2023. 

Pelo acordo, a ONG, que atua no enfrentamento à violência sexual e no apoio jurídico, psicológico e social de mulheres, vai apoiar ações de preservação, higienização e acondicionamento do material, enquanto o AEL segue com a responsabilidade pela orientação técnica, restauro e elaboração da listagem para acesso público. 

“Tendo em vista o volume de documentos, ainda vai demorar para todo o acervo ser devidamente inventariado, mas o AEL dá acesso a consulentes interessados, seguindo as regras do arquivo, enquanto o material é processado. Neste momento, estão sendo feitas as primeiras etapas de tratamento, de higienização e acondicionamento do material em áreas específicas de guarda de acervos. À medida que o trabalho avançar, e também sob demanda, serão feitas exposições e debates”, adianta o diretor do Arquivo, Mário Medeiros. 

A advogada Marina Zanatta Ganzarolli: reconhecimento dos direitos humanos
A advogada Marina Zanatta Ganzarolli: reconhecimento dos direitos humanos

A iniciativa do convênio foi proposta pela presidente da ONG, a advogada Marina Zanatta Ganzarolli. “Para a Me Too Brasil, essa parceria com o Arquivo Edgard Leuenroth se insere no contexto da preservação da memória e da conservação não apenas dos movimentos de mulheres e feministas e do movimento LGBTQIAPN+, mas, especialmente, dos movimentos sociais populares que se organizaram em torno da defesa e do reconhecimento dos direitos humanos desses movimentos. Esse é um campo de interesse direto da instituição, considerando sua missão de acesso à justiça e de defesa dos direitos humanos das mulheres”, afirma. 

“Os documentos do CIM estavam armazenados em um contêiner. A nossa atuação entra justamente com esse aporte para que a conservação e a catalogação desse material sejam iniciadas, possibilitando que os documentos fiquem disponíveis para o maior público possível. Isso permite o desenvolvimento de mais pesquisas e estudos em torno da preservação e conservação dessas memórias, que são extremamente importantes.

Descobri que esse acervo estava armazenado em um contêiner porque tentei acessá-lo para o trabalho de campo do meu doutorado e não consegui”, ressalta Ganzarolli.

Além do tratamento do acervo, o acordo prevê a formação de uma rede de pesquisa dedicada à preservação da memória feminista e à prospecção e captação de novos acervos ligados ao combate à violência contra as mulheres. “A parceria com a Me Too Brasil vai possibilitar minimamente o acesso a essa documentação”, comemora a supervisora da preservação e difusão do AEL, Castorina Augusta Madureira de Camargo. 

Marta Baião, diretora do CIM, e Mario Medeiros, diretor do AEL, durante assinatura do acordo de doação do acervo
Marta Baião, diretora do CIM, e Mario Medeiros, diretor do AEL, durante assinatura do acordo de doação do acervo (Foto: Divulgação AEL)

História preservada

Duas pesquisas foram fundamentais para a doação do acervo do CIM ao AEL. “Sob minha orientação, a aluna de mestrado Milene Marques Matos estudava a organização de mulheres negras em São Paulo no contexto da redemocratização após a ditadura e necessitava de material sobre o Conselho da Condição Feminina de São Paulo [que se tornou a dissertação “O feminismo é negro: Sueli Carneiro, ativismo intelectual e políticas para mulheres no Brasil”, 2022]. Na mesma época, a estudante de doutorado Iasmim de Araújo Vieira, sob orientação da professora Bárbara Castro, também buscava documentação sobre organizações feministas em São Paulo [que se tornou a tese “Entre conflitos e diálogos: demarcações de diferenças nas relações políticas e raciais entre mulheres nos Fóruns de Discussão Feminista em São Paulo (1981-1985), 2025]”. Assim, ambas as pesquisadoras chegaram ao CIM, onde encontraram o material e nos informaram da importância do centro e também das dificuldades pelas quais passava”, conta o diretor.

Chegada do acervo no AEL em março de 2023 (Fotos: Divulgação AEL)
Chegada do acervo no AEL em março de 2023 (Fotos: Divulgação AEL)

Na época, a sede do CIM, no centro de São Paulo, ficava em um prédio em litígio com o governo federal. “O acervo do CIM é certamente um dos grandes conjuntos documentais que preservam a memória de organizações de mulheres no Brasil. Desde 1981, quando foi criado, o CIM se propôs a preservar cartazes, livros, atas de reuniões e fotografias, entre outros materiais, não apenas do território nacional. Nele também existe farta documentação do continente americano, europeu, africano e asiático”, explica Medeiros. “O CIM foi criado por Miriam Botassi, Rosa Beatriz Gouvêa e Sônia Cailó, mulheres que infelizmente já faleceram, e o acervo estava sob a responsabilidade da atriz e ativista feminista Marta Baião e do ator e produtor cultural Décio Filho quando foi recebido pelo AEL. Após meses de entendimentos, recebemos o material, antes que o centro sofresse a ação de despejo. Isso ocorreu entre 2021 e 2022. O acervo chegou na Unicamp em 4 de março de 2023”, lembra o diretor. 

No ano passado, Ganzarolli entrou em contato com o Arquivo para saber das possibilidades de apoio ao tratamento do acervo. “Ela conhece bem o AEL também pelo fato de ser filha de uma antiga funcionária do arquivo, Elaine Zanatta. Para nós, essa cooperação é muito importante, pois fortalece o compromisso do arquivo com a preservação de histórias de mulheres e fomenta pesquisas e difusão pública”, diz Medeiros.

O acervo tem 238 metros lineares, incluindo 105 metros de documentação textual, 92 metros lineares de revistas e folhetos encadernados, 14 metros de jornais, 7 metros de fotografias, 10 metros de cartazes
O acervo tem 238 metros lineares, incluindo 105 metros de documentação textual, 92 metros lineares de revistas e folhetos encadernados, 14 metros de jornais, 7 metros de fotografias, 10 metros de cartazes

“Em relação a essa parceria especificamente, o meu envolvimento familiar com o Arquivo Edgard Leuenroth e com a Unicamp certamente teve uma influência significativa. Cresci acompanhando minha mãe, mãe solo, em seu trabalho entre os arquivos e junto aos estudantes que atuavam na conservação da documentação. Ela foi diretora do AEL por muitos anos, o que estabeleceu uma relação pessoal profunda com esse arquivo, reconhecido como o maior acervo de movimentos sociais da América Latina”, destaca Ganzarolli.

“Quando falamos de preservação, conservação e memória, faz muito sentido que esses acervos estejam reunidos em um único lugar. Na nossa opinião, o AEL é esse lugar, pois já abriga o acervo do Geledés Afro-Memória e o acervo do CIM, incorporado após o despejo da organização. Temos interesse que outros acervos também sejam encaminhados para o AEL, para que ele se consolide ainda mais como um grande polo de memória dos movimentos sociais”, completa a advogada.

Após a chegada do acervo, o AEL passou também a integrar a Rede de Arquivos de Mulheres (RAM). “É uma importante rede de instituições públicas e privadas que se dedica a salvaguardar e dar acesso à memória social de mulheres e produzir referências para o tempo presente e futuro”, destaca Medeiros.

Salvaguarda da memória

No Arquivo, a unidade de medida usada é o metro linear, que corresponde aproximadamente a uma prateleira de estante, explica o coordenador de Serviços, Humberto Innarelli. “O acervo do CIM é de grande porte. Estima-se um prazo de cerca de três anos para a organização completa. Hoje, o foco do AEL é a salvaguarda da memória. O acesso pleno vem depois.”

Segundo Marcos Vinícius Lopes, supervisor da seção de tratamento da informação, o acervo tem 238 metros lineares, incluindo 105 metros de documentação textual, 92 metros lineares de revistas e folhetos encadernados, 14 metros de jornais, 7 metros de fotografias, 10 metros de cartazes, com aproximadamente 5 mil itens, e 10 metros lineares de registros multimídia. 

O coordenador de Serviços, Humberto Inarelli e a supervisora da preservação e difusão, Castorina Augusta Madureira de Camargo
O coordenador de Serviços, Humberto Inarelli e a supervisora da preservação e difusão, Castorina Augusta Madureira de Camargo: unidade de medida é o metro linear

Cartazes que contam histórias

Entre os destaques do acervo estão cartazes que retratam momentos históricos do movimento feminista. “Tudo foi preservado com muita luta”, contou Marta Baião na ocasião da doação. “Os cartazes são preciosos, talvez uma das maiores coleções de cartazes feministas do Brasil, possivelmente da América Latina. Esse volume expressivo também se explica pela efervescência militante dos anos 1980, no contexto da transição democrática. Mais recentemente, com novos ataques a movimentos sociais, muitos acervos passaram a ser doados ao AEL, que hoje guarda cerca de 4 mil metros lineares de documentação”, destaca Innarelli.

Em visita ao AEL, o Jornal da Unicamp conferiu alguns dos cartazes da coleção. “Muitos dos nossos acervos têm bastante documentação textual, jornais e boletins, mas não têm o mesmo impacto visual que um cartaz. Para a comunicação nas redes sociais, cartazes e fotografias fazem muita diferença”, diz Marina Rebelo, da equipe de Difusão. Quando começaram o tratamento do material, “a sensação foi de que se abriu um universo novo para pensar a divulgação”, contou. 

“Nesse recorte de gênero, receber um conjunto com cerca de 5 mil cartazes é algo inédito. Para a Difusão, os cartazes são uma preciosidade, porque carregam a linguagem estética de cada geração, articulam pautas e comunicam rapidamente”, destaca. 

Além dos cartazes, há também fanzines, jornais, boletins, vídeos, DVDs, gravações e muito mais. “Muitas vezes, no calor da militância, não se percebe a singularidade histórica do material produzido. Nem todos os grupos e militantes têm essa consciência. O CIM tinha essa preocupação, o que permitiu um processo sistemático de captação”, completa Rebelo.

Leia mais:

CIM doa à Unicamp acervo sobre movimento feminista

Foto de capa:

A servidora Marina Rebelo, da equipe de Difusão: 5 mil cartazes
A servidora Marina Rebelo, da equipe de Difusão: 5 mil cartazes

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Sistema com IA auxilia diagnóstico de doenças raras em crianças https://portal.fcm.unicamp.br/2025/12/03/fcm-vence-premio-em-congresso-brasileiro-de-alergia-e-imunologia-com-sistema-com-ia-que-auxilia-diagnostico-de-doencas-raras-em-criancas/ Wed, 14 Jan 2026 18:44:00 +0000 https://jornal.unicamp.br/?p=54975 Pesquisa conquistou o primeiro lugar na categoria de tecnologia e inovação no Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia

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Docentes participam da elaboração de diretrizes para rastreamento do câncer do colo do útero https://portal.fcm.unicamp.br/2025/12/16/professores-da-fcm-participam-da-elaboracao-de-diretrizes-nacionais-para-rastreamento-do-cancer-do-colo-do-utero/ Wed, 14 Jan 2026 18:39:51 +0000 https://jornal.unicamp.br/?p=54969 Quatro professores do Departamento de Tocoginecologia integram grupo do Ministério da Saúde que recomendam teste de DNA-HPV como método principal

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Professor da Unicamp traduz obras clássicas da física https://jornal.unicamp.br/noticias/2026/01/14/professor-da-unicamp-traduz-obras-classicas-da-fisica/ Wed, 14 Jan 2026 17:50:21 +0000 https://jornal.unicamp.br/?p=54953 Objetivo é ampliar acesso a ideias de pensadores como Newton, Coulomb, Ampère e Weber; maioria das publicações está disponível gratuitamente

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Democratizar o acesso ao conhecimento científico é a missão do professor da Unicamp André Assis. O docente do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) é responsável por traduções para o português e para o inglês de obras clássicas de autores como o grego Arquimedes (c. 287-212 a.C.), o inglês Isaac Newton (1642-1727), os franceses Charles Augustin de Coulomb (1736-1806) e André-Marie Ampère (1775-1836) e o alemão Wilhelm Weber (1804-1891).

Seu trabalho mais recente são as “Obras de Weber sobre Eletrodinâmica Traduzidas e Comentadas”, publicadas em quatro volumes, em 2025, pela editora canadense Apeiron. Assis já havia editado, com auxílio de colegas alemães e americanos, a tradução comentada do alemão para o inglês. “É a maior obra que já traduzi e a que deu mais trabalho”, disse.

O objetivo desse esforço é permitir a professores, estudantes e interessados conhecerem as ideias originais desses pensadores. “São obras extremamente importantes, mas passam por uma questão de lutas de paradigmas: quando há uma linha de pensamento dominante, às vezes, não surge interesse de fazer traduções de outras linhas”, explicou Assis.

Em 2022, o professor também publicou a tradução comentada, do francês para o português, das obras de Coulomb sobre balança de torção, eletricidade e magnetismo. Em seguida, juntou-se a Louis L. Bucciarelli, professor aposentado no Massachusetts Institute of Technology (MIT, EUA), para publicar, em 2023, a tradução comentada desses materiais em inglês.

Até recentemente, muitas dessas obras não dispunham de versões nem em inglês, a exemplo do trabalho de Ampère, publicado originalmente em 1826, que ganhou tradução comentada para inglês e português — em trabalho conjunto com João Paulo Chaib, ex-aluno de doutorado de Assis.

“No caso do eletromagnetismo, segue-se a linha da Teoria de Campos de [Michael] Faraday e [James Clerk] Maxwell, dois ingleses. A linha francesa e a alemã foram abandonadas”, argumentou o professor.

Assis já recebeu dois prêmios Jabuti na categoria “Ciências Exatas”, em 1996 e em 2012, com livros publicados pela Editora da Unicamp: “Eletrodinâmica de Weber” e “Eletrodinâmica de Ampère”. O primeiro é um livro sobre a teoria de Weber, e o segundo, uma tradução comentada do francês para o português da obra mais relevante de Ampère, intitulada “Teoria dos fenômenos eletrodinâmicos”.

A maioria das obras está disponível gratuitamente em um website mantido pelo professor e tem como público-alvo estudantes de ensino médio e de graduação nas áreas de física e engenharia, além de interessados em história da ciência.

O professor leciona na Unicamp desde 1989 e, há quase 40 anos, realiza pesquisas na área de fundamentos da física, eletrodinâmica de Weber e mecânica relacional
O professor leciona na Unicamp desde 1989 e, há quase 40 anos, realiza pesquisas na área de fundamentos da física, eletrodinâmica de Weber e mecânica relacional

Disputa de paradigmas

Assis leciona na Unicamp desde 1989 e, há quase 40 anos, realiza pesquisas na área de fundamentos da física, eletrodinâmica de Weber e mecânica relacional. Durante a graduação na instituição, o docente teve o primeiro contato com os autores cujas ideias busca disseminar.

“Existiam questões na teoria padrão que não me satisfaziam, então encontrei meu caminho nos livros de história da ciência – foi como descobri Weber e a força de Ampère entre elementos de corrente [que descreve a interação mútua entre dois trechos de fios condutores percorridos por corrente], temas que não são estudados nos livros didáticos”, relatou.

O professor destacou que a ausência de traduções dessas obras dificultou seu acesso a elas e, por vezes, gerou deturpações pedagógicas. “Isso é o que acontece com Ampère: aquilo que a gente chama de ‘Lei Circuital de Ampère’, ele mesmo nunca escreveu. Agora, as pessoas podem ler as próprias palavras do físico francês e ver que, na primeira página da obra, ele está lutando contra aquilo que é defendido nos livros didáticos.”

Conforme Assis, a possibilidade de ler as fontes originais e confrontar as ideias é revolucionária para a formação cidadã e científica dos futuros cientistas, permitindo que os pesquisadores formem e defendam suas próprias convicções.

Esse movimento também auxilia no entendimento de que a produção do conhecimento científico não é linear, mas ocorre em meio a um processo de disputa de ideias. “São ciclos. Às vezes, uma ideia antiga renasce com modificações.”

Exemplo disso, de acordo com o professor, é a Teoria Heliocêntrica (que propõe que o sol está no centro do Sistema Solar, e os planetas giram ao seu redor). “É uma teoria da época de Arquimedes, mas que foi abandonada. Levou dois mil anos até aparecer Nicolau Copérnico [que apresentou o modelo matemático heliocêntrico no século XVI] e retomar essa ideia, que hoje é a teoria que seguimos.”

Assis publicou, juntamente com Ceno Pietro Magnaghi, a tradução comentada do grego para o português da obra “O Método de Arquimedes: Análise e Tradução Comentada”. “Nessa obra fundamental, Arquimedes mostra como utilizou a física para deduzir resultados puramente matemáticos. Em particular, utilizou a lei da alavanca para calcular, pela primeira vez na história, o volume e a área de uma esfera. É um texto que ficou perdido por dois mil anos”, explicou.

Diferentemente do caso do biólogo britânico Charles Darwin, Isaac Newton – nome igualmente célebre – ainda não tivera sua obra traduzida integralmente para o português, explica Assis.

O autor André Assis já recebeu dois prêmios Jabuti na categoria “Ciências Exatas”, em 1996 e em 2012, com livros publicados pela Editora da Unicamp
O autor André Assis já recebeu dois prêmios Jabuti na categoria “Ciências Exatas”, em 1996 e em 2012, com livros publicados pela Editora da Unicamp

Ciência na prática

O professor traduziu “Principia: Princípios Matemáticos de Filosofia Natural”, obra de Newton de 1687 que contém as famosas três leis do movimento e a lei da gravitação universal. “Ela é considerada por diversas autoridades como a maior obra científica de todos os tempos.” Também traduziu “Óptica”, que relata as experiências de Newton com prismas, sua teoria das cores, a construção do telescópio refletor, entre outros. “O telescópio do tipo newtoniano não tem lentes, só espelhos, e é usado por satélites como o Hubble e o James Webb”, ressaltou.

Assis ainda trabalhou com os artigos do físico amador inglês Stephen Gray (1666-1736), contemporâneo de Newton, em parceria com Sílvio Luiz Bragatto e João José Caluzi, resultando na publicação de “Stephen Gray e a Descoberta dos Condutores e Isolantes: Tradução Comentada de Seus Artigos sobre Eletricidade e Reprodução de Seus Principais Experimentos”. Nessa obra, os autores também reproduziram os experimentos de Gray com materiais de baixo custo. “Isso é muito interessante para mostrar que boa parte dessas experiências pode ser feita com material acessível, assim como alguns experimentos de Newton”, disse o docente, que se dedica a projetos dentro dessa temática.

Assis pontuou que esse material em português pode ser aproveitado por professores do ensino médio para a aplicação em sala de aula. “Isso enriqueceria muito o ensino de física no Brasil.”

Foto de capa:

Tradução facilitam o acesso a obras clássicas da física
Tradução facilitam o acesso a obras clássicas da física

Obras escritas e traduzidas para o português por André Assis:

– A. K. T. Assis, “Obras de Weber sobre Eletrodinâmica Traduzidas e Comentadas”, Volume 4: “Conservação da Energia, o Modelo Planetário de Weber para o Átomo, a Unificação do Eletromagnetismo com a Gravitação, e a Eletrodinâmica de Weber Contra as Teorias de Campo” (Apeiron, Montreal, 2025), 484 páginas, ISBN: 9781987980431.

– A. K. T. Assis, “Obras de Weber sobre Eletrodinâmica Traduzidas e Comentadas”, Volume 3: “Medição da Constante c de Weber, Diamagnetismo, a Equação do Telégrafo, e a Propagação de Ondas Elétricas na Velocidade da Luz” (Apeiron, Montreal, 2025), 518 páginas, ISBN: 9781987980417.

– A. K. T. Assis, “Obras de Weber sobre Eletrodinâmica Traduzidas e Comentadas”, Volume 2: “A Força de Weber e a Unificação das Leis de Coulomb, Ampère e Faraday” (Apeiron, Montreal, 2025), 507 páginas, ISBN: 9781987980394.

– A. K. T. Assis, “Obras de Weber sobre Eletrodinâmica Traduzidas e Comentadas”, Volume 1: “Biografia, Magnetismo, Indução Unipolar, e o Sistema Absoluto de Unidades de Gauss e Weber” (Apeiron, Montreal, 2025), 443 páginas, ISBN: 9781987980370.

– A. K. T. Assis, “Tradução Comentada das Principais Obras de Coulomb sobre Eletricidade e Magnetismo” (Apeiron, Montreal, 2022), 515 páginas, ISBN-10: 198798031X e ISBN-13: 978-1987980318.

– C. P. Magnaghi e A. K. T. Assis, “O Método de Arquimedes: Análise e Tradução Comentada” (Apeiron, Montreal, 2019), 234 páginas, ISBN-10: 1987980174 e ISBN-13: 978-1987980172.

– A. K. T. Assis, “Os Fundamentos Experimentais e Históricos da Eletricidade”, Volume 2 (Apeiron, Montreal, 2018), 312 páginas, ISBNs: 978-1-987980-09-7 (impresso) e 978-1-987980-12-7 (pdf).

– A. K. T. Assis e C. P. Magnaghi, “O Método Ilustrado de Arquimedes: Utilizando a Lei da Alavanca para Calcular Áreas, Volumes e Centros de Gravidade” (Apeiron, Montreal, 2014), 51 páginas, ISBN: 9780992045678.

– A. K. T. Assis, K. H. Wiederkehr e G. Wolfschmidt, “O Modelo Planetário de Weber para o Átomo” (Apeiron, Montreal, 2014), 102 páginas, ISBN: 9780992045654.

– A. K. T. Assis, “Mecânica Relacional e Implementação do Princípio de Mach com a Força de Weber Gravitacional” (Apeiron, Montreal, 2013), 459 páginas, ISBN: 9780986492693.

– S. L. B. Boss, A. K. T. Assis e J. J. Caluzi, “Stephen Gray e a Descoberta dos Condutores e Isolantes: Tradução Comentada de Seus Artigos sobre Eletricidade e Reprodução de Seus Principais Experimentos” (Editora Cultura Acadêmica da Unesp, São Paulo, 2012), 458 páginas, ISBN: 9788579833748.

– A. K. T. Assis e J. P. M. d. C. Chaib, “Eletrodinâmica de Ampère: Análise do significado e da evolução da força de Ampère, juntamente com a tradução comentada de sua principal obra sobre eletrodinâmica” (Editora da Unicamp, Campinas, 2011), 589 páginas, ISBN: 9788526809383.

– A. K. T. Assis, “Os Fundamentos Experimentais e Históricos da Eletricidade” (Apeiron, Montreal, 2010), 274 páginas, ISBN: 9780986492617. Este livro também foi publicado no Brasil: A. K. T. Assis, Os Fundamentos Experimentais e Históricos da Eletricidade (LF Editorial, São Paulo, 2011), 266 páginas, ISBN: 9788578610975.

– A. K. T. Assis e J. A. Hernandes, “A Força Elétrica de uma Corrente: Weber e as Cargas Superficiais de Condutores Resistivos com Correntes Constantes,” (Edusp e Edufal, São Paulo e Maceió, 2009), 256 páginas, Volume 73 da coleção Acadêmica, ISBNs: 9788531411236 (Edusp) e 9788571774315 (Edufal).

– A. K. T. Assis, “Arquimedes, o Centro de Gravidade e a Lei da Alavanca” (Apeiron, Montreal, 2008), 243 páginas, ISBN: 9780973291179. Este livro também foi publicado no Brasil: A. K. T. Assis, “Arquimedes, o Centro de Gravidade e a Lei da Alavanca” (LF Editorial, São Paulo, 2011), 236 páginas, ISBN: 9788578611057.

– A. K. T. Assis, “Uma Nova Física” (Editora Perspectiva, São Paulo, 1999), 176 páginas, ISBN: 85-273-0199-7, Volume 1 da Coleção Big Bang (dirigida por Gita K. Ginsburg).

– A. K. T. Assis, “Mecânica Relacional” (Editora do Centro de Lógica e Epistemologia – CLE da UNICAMP/FAPESP, Campinas, Brasil, 1998), 349 páginas, ISBN: 8586497010.

– M. Bueno e A. K. T. Assis, “Cálculo de Indutância e de Força em Circuitos Elétricos” (Apeiron, Montreal, segunda edição, 2015), 209 páginas, ISBN: 9781987980011.

– A. K. T. Assis, “Eletrodinâmica de Weber: Teoria, Aplicações e Exercícios” (Editora da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil, segunda edição, 2015), 212 páginas, e-ISBN: 978-85-268-1240-6. A. K. T. Assis, “Eletrodinâmica de Weber: Teoria, Aplicações e Exercícios” (Editora da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil, primeira edição, 1995), 195 páginas. ISBN: 8526803581.

– A. K. T. Assis, “Curso de Eletrodinâmica de Weber” (Instituto de Física da UNICAMP, Campinas, Brasil, 1992), 140 páginas. Notas de Física IFGW Número 5. Livro em formato PDF (3 Mb).

Confira mais informações sobre as obras e opções de download e aquisição aqui.

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Pesquisas analisam os efeitos dos microplásticos no organismo https://jornal.unicamp.br/noticias/2026/01/12/pesquisas-analisam-os-efeitos-dos-microplasticos-no-organismo/ Mon, 12 Jan 2026 19:01:18 +0000 https://jornal.unicamp.br/?p=54941 Estudos mostram a relação com doenças ósseas e apontam alternativas

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Estudos recentes indicam uma presença crescente de microplásticos nos alimentos. Pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp investigam os impactos dessas partículas no organismo humano e analisam possíveis associações com doenças ósseas, como a osteoporose.

As pesquisas são lideradas pelo professor Rodrigo Bueno de Oliveira, coordenador do Laboratório para o Estudo Mineral e Ósseo em Nefrologia (Lemon), da FCM, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“A relação entre microplásticos e saúde humana é um campo relativamente recente. Embora os plásticos façam parte do cotidiano há mais de um século, o entendimento sobre seus efeitos no organismo humano não ultrapassa seis anos. Atualmente, é comum que os alimentos sejam acondicionados em recipientes plásticos, o que expõe o trato gastrointestinal a essas partículas. Elas conseguem entrar na circulação e já foram identificadas em artérias carótidas, no cérebro, na urina, na placenta e até no esqueleto”, explica Oliveira.

Segundo o pesquisador, ainda não há consenso científico sobre quais doenças podem estar associadas à ingestão dessas substâncias. “Na área óssea, buscamos entender se os microplásticos estão relacionados ao desenvolvimento da osteoporose. Para isso, estudamos, em modelos animais, os efeitos dessas partículas na resistência, na composição e no metabolismo do tecido ósseo. Os resultados devem ser divulgados em breve.”

Microplásticos no prato do consumidor

A nutricionista e professora Andressa Mara Baseggio, da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp, destaca que, de acordo com a literatura científica, os alimentos mais associados à presença de microplásticos são os de origem aquática, como peixes e frutos do mar, além do sal marinho e da própria água potável. “O principal problema está na quantidade de resíduos plásticos que chega aos oceanos e aos rios”, afirma.

Um artigo científico publicado por um grupo internacional de pesquisadores aponta que roupas confeccionadas com fibras sintéticas — como poliéster, poliéster com algodão e acrílico — podem liberar mais de 700 mil fibras de microplásticos a cada lavagem em máquina, considerando uma carga de seis quilos. Essas partículas acabam sendo transportadas para os corpos d’água. O estudo indica ainda que uma pessoa pode ingerir, em média, cerca de cinco gramas de microplásticos por semana, o equivalente aproximado ao peso de um cartão de crédito.

Novas soluções

Diante dos impactos ambientais e sanitários associados aos plásticos, pesquisadores da Unicamp também trabalham no desenvolvimento de alternativas sustentáveis. Um dos projetos envolve a criação de um filme biodegradável e comestível, capaz de substituir o plástico na indústria alimentícia, especialmente em embalagens de produtos perecíveis, como hortaliças, carnes e frutas.

O principal componente do biofilme é a amilopectina — um tipo de amido utilizado na produção de polímeros biodegradáveis —, encontrada naturalmente em vegetais como milho, batata, arroz e trigo. “O material se decompõe em até 45 dias. Dessa forma, devolvemos à natureza apenas dióxido de carbono e água”, explica Giovana Padilha, professora da FCA, que participou da pesquisa ao lado de Deborah Montagnoli, então sua orientanda de mestrado.

A tecnologia já está disponível para licenciamento comercial. A patente foi depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pela Agência de Inovação Inova Unicamp e conta com proteção internacional por meio do Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT).

Assista ao programa Vida em Pesquisa:

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Especialistas dissecam ação dos EUA na Venezuela https://jornal.unicamp.br/noticias/2026/01/07/especialistas-dissecam-acao-dos-eua-na-venezuela/ Wed, 07 Jan 2026 12:36:35 +0000 https://jornal.unicamp.br/?p=54858 Em sua Doutrina de Segurança Nacional, Trump reforçou indiferença à soberania dos países, tratados como uma extensão de seu território

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venezuela e estados unidos
Manifestação em frente ao consulado dos EUA em São Paulo no dia 5 de janeiro Foto – Paulo Pinto\Agência Brasil
historiadora e professora
A historiadora Josianne Cerasoli: a omissão não é uma opção Foto – Antonio Scarpinettii
economista e professor
Professor Pedro Paulo Zahlut Bastos, do IE: objetivo é disciplinar o governo Foto – Lúcio Camargo
historiador e professor
Historiado José Alves: agressão a um país soberano Foto – Lúcio Camargo
cientista político e professor
André Kaysel; condição inaceitável para qualquer estado soberano Foto – Antonio Scarpínetti

FOTO DE CAPA

Ato em frente ao Consulado dos Estados Unidos contra a invasão na Venezuela Foto – Paulo Pinto/Agência Brasil

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Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferença denuncia retrocesso na educação inclusiva https://jornal.unicamp.br/noticias/2026/01/06/laboratorio-de-estudos-e-pesquisas-em-ensino-e-diferenca-denuncia-retrocesso-na-educacao-inclusiva/ Tue, 06 Jan 2026 18:37:55 +0000 https://jornal.unicamp.br/?p=54826 Decretos publicados no final de 2025 alteraram a política nacional para o setor

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O Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferença (Leped), vinculado à Faculdade de Educação (FE), emitiu posicionamento denunciando retrocessos na educação inclusiva com a publicação do Decreto nº 12.773, de 8 de dezembro de 2025, que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI-2025) e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, modificando o Decreto nº 12.686, de 20 de outubro de 2025. 

O texto do Leped, assinado pela coordenadora do laboratório, professora Maria Teresa Eglér Mantoan, critica a falta de transparência no processo de elaboração da nova política e o desmonte da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva publicada em 2008 (PNEEPEI-2008). Essa política, segundo a docente, representou um “marco político e pedagógico que, há quase vinte anos, vinha promovendo uma profunda transformação nos sistemas de ensino para a garantia do direito à educação na escola inclusiva”. 

a professora maria teresa eglér mantoan
Professora Maria Teresa Eglér Mantoan. Foto: Antoninho Perri

Esse retrocesso, segundo a professora, ocorreu por conta da incorporação na PNEEI-2025 do art. 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), publicada em 1996, ignorando os avanços e princípios pedagógicos da PNEEPEI-2008.

Esse artigo prevê que a educação especial seja ofertada preferencialmente, e não obrigatoriamente, na rede regular de ensino. “A mudança reintroduziu na política educacional brasileira a possibilidade de segregar estudantes com deficiência em classes e escolas especiais”, ressaltou a professora. 

Essa segregação “viola os princípios de não discriminação e de igualdade em direitos e o direito à educação, obrigatório dos 4 aos 17 anos na escola comum”, defende a nota do Leped.

O Leped, fundado em 1996, é pioneiro na luta contra a exclusão escolar, por meio da publicação de artigos, pesquisas e livros, como apontou a coordenadora do laboratório, que também participou do grupo de trabalho para elaboração da PNEEPEI-2008.

“A alteração da política é passível de contestação judicial para a sua revogação, a exemplo do que aconteceu com o Decreto nº 10.502/2020 [do governo Bolsonaro], que trazia artigos que violavam a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência — que tem status de emenda constitucional no Brasil desde 2009 — e a própria Constituição Federal.”

Histórico 

Para Mantoan, essas mudanças são resultado da incapacidade da escola regular de promover a educação inclusiva prevista no PNEEPEI-2008, o que tem levado muitos pais a acreditarem que é melhor matricular seus filhos em escolas especiais. “A inclusão não é a educação especial dentro da sala comum. A inclusão modifica o ensino para todos — por meio do uso do Braille, Libras e recursos ópticos, entre outros”, afirma. 

Nesse contexto, a docente alerta que muitos alunos que antes seriam encaminhados às escolas especiais agora estão sediados nas salas de aula comuns, mas continuam com um ensino à parte. Essa situação perpetua um formato de educação especial que substitui o ensino comum, usando ferramentas como o Plano de Ensino Individualizado (PEI) — documento também previsto na nova Política. 

A professora argumenta que há, por parte de instituições especializadas, interesses em disputa para manter o atual formato da educação especial, recebendo recursos públicos para a operação de suas escolas especiais. 

A coordenadora do Leped defende que a política de educação especial na perspectiva da educação inclusiva deva promover, por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE) (implementado pela PNEEPEI-2008), a educação especial como modalidade complementar e suplementar à escola comum, que deve se adequar para servir a todas as crianças.

“No entanto, o AEE está adentrando na área de ensino, e não na eliminação das barreiras [físicas, atitudinais, comunicacionais e linguísticas]. Com esse novo decreto, os alunos com deficiência voltam a ser diferenciados, marcados no ensino escolar, voltando à segregação educacional no Brasil.”

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Pesquisadores entregam contribuição técnica à Anvisa sobre regulação da cannabis https://jornal.unicamp.br/noticias/2025/12/22/pesquisadores-entregam-contribuicao-tecnica-a-anvisa-sobre-regulacao-da-cannabis/ Mon, 22 Dec 2025 12:58:22 +0000 https://jornal.unicamp.br/?p=54800 Grupo de 58 especialistas oferece subsídios para a construção de um marco regulatório baseado em evidências científicas

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canabis uso medicinal
Documento trata da regulamentação do cultivo da planta para pesquisa e uso em saúde

Um grupo formado por 58 pesquisadores de universidades e instituições de pesquisa brasileiras, incluindo a Unicamp, apresentou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma contribuição técnico-científica para o debate sobre a regulação do cultivo de Cannabis sativa com fins científicos e terapêuticos no Brasil. A iniciativa reúne especialistas de diferentes áreas e servirá de subsídio para a construção de um marco regulatório baseado em evidências científicas.


O documento foi elaborado em resposta ao Edital de Chamamento nº 23/2025, que trata da regulamentação do cultivo da cannabis para pesquisa e uso em saúde. Participam da iniciativa pesquisadores das áreas de agronomia, genética vegetal, química analítica, farmacologia, toxicologia, neurociências, medicina, saúde pública e pesquisa clínica.


Entre os principais pontos defendidos estão a necessidade de desburocratização da pesquisa científica, a adoção de autorizações institucionais — em vez de permissões fragmentadas por projeto — e a revisão de critérios considerados sem base científica universal, como o limite prévio de 0,3% de THC. O grupo também destaca a importância do reconhecimento da chamada pesquisa de “mundo real”, incluindo estudos desenvolvidos em parceria com associações de pacientes.


Segundo os pesquisadores, um modelo regulatório excessivamente restritivo pode dificultar a formação técnico-acadêmica, inviabilizar linhas legítimas de investigação e ampliar a dependência de dados e insumos estrangeiros. A proposta apresentada à Anvisa tem caráter técnico, com o objetivo de contribuir para a formulação de uma regulação moderna, segura e socialmente responsável.


Além da Unicamp, participam pesquisadores vinculados a instituições como a Embrapa, Fiocruz, SBPC, Unesp, UnB, UFRJ, UFSC, UFRGS, UFPE, Unifesp, entre diversas universidades federais, estaduais e centros de pesquisa. Também integram o grupo associações acadêmicas e científicas nacionais e internacionais, além de entidades ligadas a pacientes e à pesquisa em cannabis medicinal.

Os signatários reafirmam a disposição em colaborar com a Anvisa e destacam que o Brasil tem a oportunidade de construir um modelo regulatório que promova a ciência, a inovação em saúde, a justiça social e a autonomia científica, posicionando o país na vanguarda do conhecimento sobre canabinóides.

Instituições participantes

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
Universidade de Brasília (UnB)
Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc)
Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul)
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf)
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp)
Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Universidade Federal de Goiás (UFG)
Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal de Rondônia (Unir)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Universidade Federal do Piauí (UFPI)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)
Universidade Federal Fluminense (UFF)
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)


Centros de pesquisa, observatórios científicos e associações participantes
Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal (Amame)
Associação Medicinal Brasileira de Cannabis (Ambcann)
Cânhamo Genômica Ciência (AgroCann)
Canabiologia, Pesquisa e Serviços (Canapse)
Dalla Instituto
Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais (Ehess)

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